RESTAURANTE TRADICIONAL
CENTRO ETNOGRÁFICO
TURISMO RURAL, ALOJAMENTO
ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS PEDAGÓGICOS
Canada do Martelo, nº 24 - Cantinho -
São Francisco das Almas - S. Mateus
9700-576 Angra do Heroísmo
Terceira - Açores - Portugal
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Casa do Quinteiro
CASA DO QUINTEIRO
Esta casa foi, na sua origem, a primeira casa do quinteiro da propriedade.
De facto, no seu início, à época do período da laranja, ela começou por ser um armazém de fruta, posteriormente adaptada a casa do quinteiro.
A adaptação para que o ou os trabalhadores que aqui tinham necessidade de pernoitar deram razão para juntar algumas caixas das laranjas e improvisarem camas para dormir.
Por isso aparece o primeiro quarto onde até a janela para a Canada era, de facto, pela tipificação da pedra e da construção envolvente, uma porta que permitia descarregar fruta directamente para a rua, tendo sido aplicado um varandim desmontável para segurança.
Nesta zona podemos verificar características de simplicidade tais como formas artesanais de tabique e forro (casa de trabalho) e os utensílios que ali existiam e por lá ficavam.
Ao longo da história da quinta sofreu outras remodelações, nomeadamente a adaptação a melhores condições de habitabilidade para que o senhorio viesse aqui passar alguns
dias como refugio de campo e desta fase de transformação nota-se imediatamente o aparecimento de um quarto com mobília mais elaborada embora não muito rica que para ali foi enviada pelo senhorio, à custa de peças fora de uso da sua casa de cidade, para ter conforto nos seus descansos de veraneio.
Também se podem notar alguns melhores cuidados nas divisórias e isolamentos.
Aconteceu ter passado a casa de habitação do quinteiro que, mais tarde, a adquire quando a quinta deixa de ter o interesse da produção de laranja e aquele transforma as produções da quinta, passando a ser um pequeno proprietário agrícola e iniciando um conjunto de produções agrícolo-pecuàrias para consumo próprio e, com o excedente, conseguir a auto-suficiência. Algumas paredes interiores foram, na origem, paredes mestras do limite da casa reconvertidas, dado o crescimento da mesma, fosse por necessidade de adaptar o espaço a casa de férias do Senhor Proprietário, quer após a compra pelo Quinteiro, que sentiu novas necessidades pelo crescimento da família. Estes vestígios levaram-nos a um reajustamento de todas as divisões que permitem o entendimento da história desta casa e que, bem vistas as coisas, até serve melhor o destino para que está vocacionado.
Pelas gerações fora e com o crescimento da família, ele teve necessidade de criar um conjunto de equipamentos para dar resposta às necessidades que iam aparecendo.
Chegou mesmo a construir o seu forno, a fazer a sua cozinha, a fazer a sua pequena arrecadação, a denominada dispensa, utilizando o desnível do terreno, enfim, a criar as possibilidades de sobrevivência numa terra muitas vezes mais madrasta que mãe.
Na verdade este é o honesto espírito de tipificação da casa de campo baseada na história que envolve todo o conceito de turismo rural.
Como é evidente existem partes desta casa que mudaram de utilização e foram assumidos como necessidade para o conforto de quem venha a ocupar as instalações embora respeitando toda a metodologia da separação de espaços com base nos vestígios encontrados.
Todos os equipamentos modernos são assumidos e estão sem interferência na história da evolução da casa, não deixando de ser um apontamento da evolução moderna que dá resposta às novas necessidades de conforto, higiene e bem-estar e que, neste momento, oferece três quartos de cama, duas casas de banho, cozinha tradicional, outra cozinha com todos os equipamentos, sala de convívio (com um sofá cama), quintal (mini horta ecológica) e acesso a todas as ofertas da Quinta do Martelo.
Da forma como este projecto tem vindo a ser desenvolvido por certo provocará sobre a evolução das coisas e as necessidades do homem ao longo do tempo com alguns saltos impossíveis de colmatar ano a ano mas como está feito compreende-se a evolução dos séculos.







